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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nikko

 

Eu não sabia desse lugar até algumas pessoas comentarem que é um lugar muito bonito. Achei interessante e ontem decidimos conhecer a cidade, já que o passe da Japan Rail que compramos permitia que usássemos a linha para ir até lá. O lugar é bem pequeno, quase uma vila e fica numa região montanhosa e muito verde, coisa difícil de ver aqui em Tokyo. A viagem em si já é linda e foi uma das que mais gostei. Saindo de Shinjuku é preciso pegar a Chuo line da JR até a estação Tokyo e, de lá, usar o trem de alta velocidade (Shikansen) até Yutsonomia. Ainda é preciso usar um pequeno trem de Yutsonomia até Nikko. Isso tudo leva cerca de 2,5 horas. Conforme nos afastamos de Tokyo, a vegetação vai mudando assim como a arquitetura, de cidade para área rural. É um alívio para os olhos e ouvidos abandonar um pouco a poluição sonora e visual da cidade e sentir o ar do parque.

Em Nikko, é possível passear pela vila e ir a pé (foi o que fizemos) até a entrada do parque nacional, onde ficam diversos montes, pequenos vulcões e lagos. Também lá, ficam vários templos xintoístas e o mausoléu do Togugawa Ieyasu, figura importante do início do período Edo. O complexo do mausoléu impressiona pelo tamanho e pela riqueza de detalhes  das construções. Os outros templos ficam espalhados pelas montanhas e é possível acessá-los por meio de várias trilhas e escadarias de pedra. Também é possível usar um serviço de ônibus para ir até o o meio da montanha e ir descendo a pé por um percurso mais "turístico". Apesar do dia de clima fechado e com a chuva ameaçando cair, decidimos que seria uma pena perder a oportunidade de subir a montanha pelas trilhas. O mais difícil de tudo foi ter de ir embora no final do dia porque, como o caminho é feito por entre a floresta, é fácil querer ir visitar cada lugar indicado no mapa topográfico que conseguimos na estação de ônibus da cidade. Para quem tem diposição e gosta desse tipo de programa, é bom reservar uns bons três dias por lá.

 

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Shikansen. Bem que o avião podia ser assim…

 

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A ponte sagrada na entrada do parque nacional.

 

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Entrada do parque.

 

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Lenda do Corvo

Se é só aqui em Shinjuku (o bairro onde estamos) ou em toda cidade eu não sei, mas aqui tem muitos corvos. E eles fazem muito barulho, é impossível andar por aqui e não ouvir um. Acontece que, como uma criança que cresceu em cidade, eu não conheço nada de pássaros, incluindo aí seu canto, então nunca tinha visto um corvo na vida. No primeiro dia, fiquei ouvindo aquele som e imaginando de onde vinha e até comentei com a Luciana: "Nossa! Que buzina ridícula a desses taxis!" Claro que ela se acabou de rir…

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Muito prazer, Soraya… Imagem: Rosemberg Gândara


Outra história que rendeu foi a que o sensei Severino contou. É a tal Lenda do Voo Rasante do Corvo. Num momento de muita compenetração, nos disse que avistar um corvo é algo difícil e por isso mesmo muito bom. Ouvir o seu canto então é algo de muito bom agouro. Ver o seu voo deve trazer um bom sentimento e quando ele passa num rasante junto a você…

E nós:  "O quê, sensei?"

"É bom sair de baixo que ele não vai fazer coisa boa**…" Pode?

**As palavras não foram exatamente essas mas tem criança que lê o blog...

Muita Disposição

 

Várias facetas de quem faz dois ou três treinos por dia e ainda passeia o dia inteiro com disposição de sobra:

 

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Jantar e o Caso do Envelope

No Japão, é um gesto de boa educação presentear com alguma quantia em dinheiro. É o que faremos quando formos ao dojo de Iwama, então o sensei Severino sugeriu que fizéssemos o mesmo com Yamada sensei no jantar com ele nesta noite. Ele tem sido muito gentil e atencioso e seria um gesto bacana. Acontece que esse tipo de presente é dado em um envelope específico e que nós fomos comprar na papelaria. Havia de vários tipos e escolhemos um que achamos bem bonito. Ao receber o envelope, Yamada sensei fez uma cara de quem não estava entendendo e nos explicou que aquele era para pessoas mortas. Diante da nossa expressão de surpresa e decepção, ele delicadamente disse que seria então para a sua irmã, que acabou de falecer (e cujo funeral fez com que ele adiantasse a viagem).
Fora esse detalhe (e que detalhe!) o jantar foi muito bom, em um restaurante bem perto do hotel. Lá, a dinâmica é o seguinte: o cliente pega um prato e vai escolhendo carnes (de vários tipos, inclusive frutos do mar) e vegetais crus da sua preferência. Em seguida, volta para sua mesa e usa um pequeno "fogareiro" embutido com uma grelha para assar o que quiser. Também tem arroz, saladas e molhos à disposição. Para quem não havia se adaptado à comida local foi uma espécie de redenção… Só posso dizer que Yamada sensei comentou que um certo sensei de Americana iria levar o restaurante à falência…




(Ainda não tenho fotos, aguardem logo mais)

Sea Life Park

O dia hoje foi de programa leve, já que tínhamos o jantar com Yamada sensei logo mais a noite. Fomos ao Tokyo Sea Life Park, aquário localizado na baía de Tokyo. Saindo da estação do JR em Shinjuku deve-se tomar a Chuo line e descer na Tokyo Sta. Lá, troca-se de trem (linha Keiyo) até a Kasairinkai Koen.

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A estação
A entrada custa 700 ienes e o parque fechas as quartas-feiras e nos dias seguintes aos feriados nacionais/municipais. Um domo marca a entrada do aquário e parece repousar sobre a baía. Do outro lado fica a Disneylandia japonesa, uma estação de trem depois.

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Mapa do parque

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Haroldo na entrada do parque e Marcelo e Rainer próximos ao domo
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Espelho d'água. Sensei, Rainer e Marcelo.

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